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2014-08-27T23:51:47-03:00
SilogismoUm silogismo (do grego antigo συλλογισμός, "conexão de ideias", "raciocínio"; composto pelos termos σύν "com" e λογισμός "cálculo") é um termo filosófico com o qualAristóteles designou a argumentação lógica perfeita, constituída de três proposições declarativas que se conectam de tal modo que a partir das duas primeiras, chamadaspremissas, é possível deduzir uma conclusão. A teoria do silogismo foi exposta por Aristóteles em Analíticos anteriores.Silogismo regular é o argumento típico dedutivo, composto de 3 proposições - Premissa Maior (P), Premissa Menor (p) e Conclusão (c) - onde 3 termos, Maior (T),Médio(M) e Menor (t), são compostos 2 a 2. Num silogismo, as premissas são um ou dois juízos que precedem a conclusão e dos quais ela decorre como consequente necessário dos antecedentes, dos quais se infere a consequência. Nas premissas, o termo maior (predicado da conclusão) e o termo menor (sujeito da conclusão) são comparados com o termo médio, e assim temos a premissa maior e a premissa menor segundo a extensão dos seus termos.Um exemplo clássico de silogismo é o seguinte:Todo homem é mortal.Sócrates é homem.Logo, Sócrates é mortal.O silogismo e sua estruturaO silogismo é estruturado do seguinte modo:Todo homem é mortal (premissa maior)homem é o sujeito lógico, e fica antes do verbo ;é representa a ação , isto é, o verbo que exprime a relação entre sujeito e predicado;mortal é o predicado lógico, e fica após o verbo.Sócrates é homem (premissa menor)Logo, Sócrates é mortal (conclusão).Conforme Kant, silogismo é todo juízo estabelecido através de uma característica mediata. Dito de outra forma: silogismo é a comparação de uma característica de uma coisa com outra, por meio de uma característica intermediária. E essas premissas estão dentro da crítica lógica,percebida pelo grande Aristóteles.Tábua de oposiçõesTábua de oposiçõesA tábua de oposições, também chamado quadrado lógico ou quadrado dos opostos, tem origem obscura mas geralmente se aceita queBoécio lhe deu a forma final. Trata-se de um artifício didáctico que indica as relações lógicas fundamentais.Assim, temos o seguinte esquema de premissas:A - universal afirmativa e singular afirmativa (Todo homem é mortal; Este homem é mortal)E - universal negativa e singular negativa (Nenhum homem é mortal; Este homem não é mortal)I - particular afirmativa (Algum homem é mortal)O - particular negativa (Algum homem não é mortal)Exemplo de tábua de oposição:Todo ser vivo é mortalContrária: Nenhum ser vivo é mortalSubalterna: Algum ser vivo é mortalContraditória: Algum ser vivo não é mortalLeis de oposição[editar | editar código-fonte]As leis de oposição regem as relações entre as premissas.Contraditoriedade: se um modo é verdadeiro, o outro é falso;Contrariedade: ocorre apenas nos modos A e E. As premissas contrárias entre si não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, mas podem ser falsas ao mesmo tempo;Pois, se assim forem,a particular afirmativa será falsa por ser a contraditória da universal negativa e verdadeira, por ser a conversão da universal afirmativa.Subcontrariedade: as premissas não podem ser falsas ao mesmo tempo, mas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.Pois se assim forem,as contrárias de quem elas são contraditórias serão simultaneamente verdadeiras, o que é um absurdo.
Regras do silogismoPara que um silogismo seja válido, sua estrutura deve respeitar regras. Tais regras, em número de oito, permitem verificar a correção ou incorreção do silogismo. As quatro primeiras regras são relativas aos termos e as quatro últimas são relativas às premissas. São elas:Todo silogismo contém somente 3 termos: maior, médio e menor;Os termos da conclusão não podem ter extensão maior que os termos das premissas;O termo médio não pode entrar na conclusão;O termo médio deve ser universal ao menos uma vez;De duas premissas negativas, nada se conclui;De duas premissas afirmativas não pode haver conclusão negativa;A conclusão segue sempre a premissa mais fraca;De duas premissas particulares, nada se conclui.Estas regras reduzem-se às três regras que Aristóteles definiu. O que se entende por “parte mais fraca” são as seguintes situações: entre uma premissa universal e uma particular, a “parte mais fraca” é a particular; entre uma premissa afirmativa e outra negativa, a “parte mais fraca” é a negativa.
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